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Igreja São Francisco Xavier

Desde que mudei-me para a Tijuca, tenho andado e fotografado as redondezas. Bairro enorme, é cheio de casinhas legais, vilas escondidas, pedacinhos do passado, geralmente se acabando por má manutenção. A cidade está pobre, não se consegue manter, caprichar na manutenção destes patrimônios particulares que muitas vezes já se encontram divididos entre muitos membros de uma mesma família. Isso dá brigas. E quando são vendidos, viram logo um prédio moderno.

A história nos diz que a região foi ocupada por chácaras de pessoas fugindo do calor do centro da cidade, algo incompreensível para mim, porque aqui parece quente como Bangu. Meu Deus! Como devia ser quente o centro do Rio nesta época então.

Mas talvez a principal atração histórica da Tijuca seja a Igreja de São Francisco Xavier, ela é linda. No meu rolé de hoje, 30-08-2020, a pé pelo o que restou do Rio Trapicheiros, vi-me de frente para esta belezura na hora mais linda do dia.

Ela é velha de verdade, pois estamos falando de uma história que começou em 1567!

Freguesia de São Francisco Xavier do Engenho Velho é o antigo nome de uma área que abrangia os hoje bairros do Andaraí Pequeno, Andaraí Grande, Tijuca, Aldeia Campista e Vila Isabel. Depois disso, na direção do Méier, era Engenho Novo, e para baixo o limite era São Cristóvão.

Pintura do pintor viajante austríaco Thomas Ender

Vejam no site da Igreja alguns detalhes sobre a paróquia e as relíquias que ela abriga. Como muitos não vão clicar, já adianto duas delas: a mais antiga pia batismal da cidade e um fragmento de osso do braço de São Francisco Xavier, doado pelo Papa Pio XI em 1931.

Por coincidência, quase o mesmo ângulo do desenho de Thomas Ender.

Vale a pena uma visita, ela fica literalmente em cima da estação do Metrô São Francisco Xavier, por pouco não teria uma saída dentro da Igreja. Se for preguiçoso clique aqui. Está muito bem cuidada e seus sinos me marcam os dias em que fico em casa.

Mário Barreto

Publicitário, Designer, Historiador, Jornalista e Pioneiro na Computação Gráfica. Começou em publicidade na Artplan Publicidade, no estúdio, com apenas 15 anos. Aos 18 foi para a Propeg, já como Chefe de Estúdio e depois, ainda no estúdio, para a Agência da Casa, atual CGCOM, House da TV Globo. Aos 20 anos passou a Direção de Arte do Merchandising da TV Globo onde ficou por 3 anos. Mudando de atuação mais uma vez, do Merchandising passou a Computação Gráfica, como Animador da Globo Computação Gráfica, depois Globograph. Fundou então a Intervalo Produções, que cresceu até tornar-se uma das maiores produtoras de Computação Gráfica do país. Foi criador, sócio e Diretor de Tecnologia da D+,depois D+W, agência de publicidade que marcou uma época no mercado carioca e também sócio de um dos primeiros provedores de internet da cidade, a Easynet. Durante sua carreira recebeu vários prêmios nacionais, regionais e também foi finalista no prestigiado London Festival. Todos com filmes de animação e efeitos especiais. Como convidado, proferiu palestas em diversas universidades cariocas e também no 21º Festival da ABP, em 1999. Em 2000 fundou a Imagina Produções (www.imagina.com.br), onde é Diretor de Animações, Filmes e Efeitos até hoje. Foi Campeão Carioca de Judô aos 15 anos, Piloto de Motocross e Superbike, mantém até hoje a paixão pelo motociclismo, seja ele off-road, motovelocidade e "até" Harley-Davidson, onde é membro fundador do Museu HD em Milwaukee. É Presidente do ForzaRio Desmo Owners Club (www.forzario.com.br) e criou o site Motozoo® - www.motozoo.com.br -, onde escreve sobre motociclismo. Como historiador, escreve em https://olhandoacidade.imagina.com.br. Maiores informações em: https://bio.site/mariobarreto

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