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São Salvador

Esta semana passeei pouco, atarefado que estou com um trabalho de animação. Mas fui almoçar, e, como muitas vezes faço, escolhi um restaurante na Praça São Salvador. Esta praça, está para o Flamengo, mais ou menos como o Bairro Peixoto está para Copacabana, escondidinho ali, não é passagem para quase nada. Pequenina, mas animada. Tem um monte de bares, bloquinhos no carnaval e a estação dos Bombeiros que domina um dos lados do quadrilátero. Há quem diga que ali é mais para Laranjeiras, mas eu discordo.

É um clima gostoso, meio família, meio maluco beleza, bem carioca. Adoro ir lá. Pensando em o que escrever sobre a praça, fui estudar um pouco e nada achei de útil sobre específicamente a praça de São Salvador. Para começar, aprendi que não existe um santo “Salvador”. O próprio Jesus Cristo é o São Salvador.

Foto da Praça, de Augusto Malta, 1915

É uma praça/localidade antiga na cidade, mas não achei histórias sobre sua origem, ou qualquer outra história interessante sobre o local.

A fonte bem no meio da Praça

No meio da praça estava funcionando a todo vapor, uma fonte bem legal, certamente esperando minhas fotos, porque no final do almoço desligaram as bombas. A estátua é de autoria de Lois Sauvageau, um escultor francês sobre o qual também não se acha nada na internet.

A assinatura do escultor no pedestal, e a data – 1862

“Louis Sauvageau was a French 19th Century sculptor who was born in 1822. Louis Sauvageau’s work has been offered at auction multiple times, with realized prices ranging from $443 USD to $9,209 USD, depending on the size and medium of the artwork. Since 2011 the record price for this artist at auction is $9,209 USD for 2 works: Putti porte-lumières, sold at Tessier & Sarrou in 2018. The artist died in the Circa 1874″, foi o máximo que eu achei sobre ele, no site da Mutual Art.

Sobre Chafariz descobri que ele é uma montagem, apenas a mulher em cima é do artista francês, as peças de baixo são peças escolhidas do catálogo da Fundição Val D’Osne, que dominava o mercado de fundições de arte nesta época. É sempre bom lembrar que os americanos só mandam no mundo depois da segunda grande guerra. No século XIX, tudo o de bom e bonito, vinha da Europa, da França.

Lindo dia no Rio de Janeiro

Adoro estes monumentos, fontes e demais obras de arte da cidade, são lindas. Já gostava, depois que tornei-me historiador, gosto mais ainda. Trabalho definivo sobre eles, pode ser visto no Blog da Professora Vera Dias, clicando aqui. Tem tudo.

É isso, bora lá beber um chopinho na praça qualquer dia destes.

Por Mário Barreto

Historiador, Diretor de Filmes, 3D/VFX. Guru em Computação, viciado em Motociclismo.

5 respostas em “São Salvador”

Fala Mário! Adoro esta praça polêmica. Sou da região e por isso frequento desde bem cedo. As resenhas antes dos jogos do Flamengo acontecem lá. Aliás, muitos torcedores ou vão antes dos jogos, ou assistem lá mesmo e seguem no embalo depois. Enfim, hoje tem chopp na Dna. Marlene antes da goleada no vasquinho. Aparece! Começamos às 18h.

antes do futebol virar moda por estas bandas… o entretenimento de massa eram as touradas. sim, corridas de touros… no Rio de Janeiro havia praças de touradas … várias… para todo tipo de publico!
bom, onde hoje fica a praça são salvador havia uma arena destas!

As touradas cariocas eram ali pertinho, na Rua Ipiranga, não exatamente onde é a Praça São Salvador. E no Campo de Santana. Em 1907 o Prefeito Souza Aguiar proibiu touradas oficialmente no Rio de Janeiro.

Fala Mingo, morei por muitos anos ai, você deve saber, criei meus filhos entre o Palácio do Catete e a Praça São Salvador.
Guando cheguei quase não tinha bares, mais o da esquina o maior da Praça com varandão era mais modesdo e uma loja só, era da Dona Maria , claro portuguesa que com seu marido comandavam o bar um boteco de comida de morrer de deliciosa, era pouco movimento da Praça, com o tempo os moradores de minha geração , fomos fazendo eventos na praça com muita musica blues mpb choro seções de cinema aí veio a feirinha, o bloco bagunça meu coreto e estúdios de ensaio e de gravação musical, chegou o mercadinho e fomos nos reunindo no Cachiola bar ,uma portinha dona Marlene onde fazíamos paneladas deliciosas a cada motivo, os aniversários ,futebol , Copa do mundo .
Eu fui dos que articulei o que hoje chamam da esquerda da Praça eu montei um comite de campanha para Dilma na rua vieram a turma do Wadhi Damous deputado federal e ex presidente da OAB Rio , muitos musicos artistas familias e assim a admosfera se fez, vieram lancamentos de livros, debates públicos com grandes lideranças politicas e jornalista importantes com a ameaça do golpe que a direita formava nesses tempos do golpe veio prefeito extremista , mais ela vai resistindo .
Quanto ao chafariz , ele não é da fundação da Praça, ele veio do deposito da prefeitura que cuitava desses patrimônios e depois da primeira grande reforma que descaracterizou seu urbanismo no Rio cidade “Cesar Maia” do original eles trouxeram o chafariz que no passado esteve em outro local e ai permaneceu, entre a obra original que você bem falou e uma base do chafariz que imagino tambem veio de outro local .
Forte abraco amigo .

Lênin Maranhão

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