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A Casa do Chalaça!

Domingão, almocei aqui em um boteco perto de casa e depois saí de bicicleta para dar um rolé e olhar a cidade. Tranquilão, passei por minha saudosa ex-escola, o CEFET-RJ, na minha época, meados dos anos 70, era Escola Técnica Federal Celso Suckow da Fonseca. Cursei Edificações, curti muito, mas nunca trabalhei como técnico. Aliás, quase ninguém da minha turma. É uma escola de excelência, a prova para passar é difícil e portanto quase só passa quem teve condições de estudar em boas escolas. E quem tem boa condição, continua para a faculdade. É um problema do Brasil, as melhores escolas e gratuitas, acabam sendo usadas por que poderia pagá-las, em teoria, hoje em dia ninguém está podendo pagar nada!

Logo depois da escola, coladinho, na junção da Avenida Maracanã com a Rua General Canabarro, está a antiga casa do Chalaça. Chalaça foi mordomo do Paço Imperial, o Sr. Francisco Gomes da Silva. Muito amigo do Imperador Pedro I, a então Quinta da Joana, ou Chácara da Joana, ficava no terreno da Quinta da Boa Vista. Hoje não fica mais, foi cortada pela linha do trem e separada da quinta. Dizem que D. Pedro I frequentava muito a casa. Devem ter rolado “altas resenhas”, como diria minha filha Joana.

Com o fim do Império a casa passou para a propriedade do governo até que em 1953 recebeu a denominação que mantém até hoje, Palacete Laguna. Teóricamente era para ser um Espaço Cultural Laguna, mas sempre foi desconhecido, sempre foi pouco usado e conversando com o oficial que estava de guarda lá no domingo, está fechado e o acervo do Centro Cultural está em outro local. Uma pena, o lugar é lindo. O Exército tinha que dar uma boa utilização para ele, ou vender, tombando o imóvel antes, para a instalação de alguma coisa legal.

Vejam aqui uma reportagem de 2013 falando sobre ele. E aqui o artigo da Wikipedia sobre o Palacete Laguna.

Por Mário Barreto

Historiador, Diretor de Filmes, 3D/VFX. Guru em Computação, viciado em Motociclismo.

3 respostas em “A Casa do Chalaça!”

Obrigada por me contar essa história toda. Sempre que passava por ali, me admirava com a beleza da casa, sem saber sua história e a quem pertencia. É uma casa linda mesmo!

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