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Ponte de Ferro EFCB Praça da Bandeira

Hoje deixei a moto na oficina na Rua Ceará. Aquele canto da cidade é sui-generis, não existe nada parecido em lugar algum do Universo. Se alguém souber, por favor me indique. E olha que com a abertura da rua, passando sobre os trilhos que antigamente levavam até a Estação Leopoldina, melhorou demais. Já foi bem pior.

Já na entrada, para não dar a volta láaaa na Francisco Bicalho, fiz uma contra-mão e passeio por dentro da Vila Mimosa. É muito trash.

Deixei a moto com o meu amigo e mecânico Renatinho, herdeiro do Contrapino e meti sebo nas canelas, para andar até em casa. Para mim, uma distância astronômica, mas eu estava decidido a tentar! Na verdade não deve dar nem 2kms em linha reta.

Aí, passei a pé, pela primeira vez na minha vida, por baixo da Ponte de Ferro da Estrada de Ferro Central do Brasil, bem visível para quem passa na Praça da Bandeira sentido Maracanã, e que serve como um Portal para o Mundo Mágico da Rua Ceará e suas figuras.

“(…) Com o tráfego aumentando dia a dia, principalmente depois do início dos serviços do cais do porto, e pela necessidade de evitar futuras complicações com as avenidas laterais do novo Canal do Mangue, aberto pela Comissão Construtora do Cais do Porto, o diretor Francisco de Paiva Ramos, pelo ofício 605, de 25 de maio de 1903, sugeriu a elevação da linha entre São Cristóvão e São Diogo, acabando com a travessia das passagens de níveis das ruas Praia Formosa, Figueira de Melo e São Cristóvão. Aprovada a ideia, o projeto foi executado pela Seção Técnica da Linha, sob a chefia do engenheiro Carlos Euler, auxiliado pelo seu colega Mário Martins Costa. Os trabalhos de elevação da linha, que incluíam a construção do viaduto metálico por onde ela atravessa o Mangue, perto da Leopoldina, tiveram início em 1905, sendo chefe da linha o engenheiro José de Andrade Pinto. Com a elevação, São Diogo perdeu a sua importância, e surgiu a estação de Lauro Muller, nome do ministro da Viação da época, que inaugurou a obra com Afonso Pena, presidente da República” – Revista Manchete em 1957

Está lá em uso até hoje. Um lixo. A Estação de Trem mudou de nome para Estação Praça da Bandeira. É um pedaço da cidade que ficou encostado, meio que um beco sem saída nas costas das instalações ferroviárias, entre a Via Radial Oeste, é um lugar feio e sujo. Mas tem sua história.

Quem daria um mergulho aí?

Por Mário Barreto

Historiador, Diretor de Filmes, 3D/VFX. Guru em Computação, viciado em Motociclismo.

Uma resposta em “Ponte de Ferro EFCB Praça da Bandeira”

Essa ponte de ferro se destaca no meio da confusão de viadutos da praça da Bandeira. E ficou meio escondida pela linha 2 do metrô.
Já a rua Ceará… Eu nunca passei por lá, mesmo depois que a abriram, porque sou moça de família…rsrsrsrs

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