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Cruz Vermelha do Rio

Quando eu nasci, fui morar na Rua do Senado e acho que por lá fiquei até os 5, 6 anos. Minha irmã também nasceu ali. Segundo D. Araci, Maria Inês nasceu na maternidade que existia neste prédio da Cruz Vermelha, mas agora procurando na internet, não consegui achar nada sobre este fato, sobre ter existido uma maternidade funcionando ali. Esquisito. Vou procurar mais. Depois, eu voltei a frequentar as cercanias quando minha filha Júlia estudou no Colégio Cruzeiro, tradicional, ali pertinho também.

Prédio no final da construção. Um projeto do arquiteto Pedro Campofiorito.

Este prédio lindão, mas hoje meio acabadinho, começou a ser construído em 1919, finalizado em 1924, em um terreno doado pelo governo em 1916. “A Cruz Vermelha Brasileira, sociedade civil filantrópica e sem fins lucrativos que, através de suas filiais distribuídas em todo território nacional, busca minorar o sofrimento humano e proporcionar a paz duradoura entre todos os povos.” está no site da Cruz Vermelha carioca. A Cruz Vermelha brasileira foi fundada em 1908 e seu primeiro presidente no Brasil, foi o médico sanitarista Oswaldo Cruz. Para saber mais sobre a Cruz Vermelha, clique em seu site.

A Praça em frente, ganhou o nome do prédio, virou Praça Cruz Vermelha. Eu brinquei muito nesta pracinha quando criancinha, mas hoje, apesar de estar em razoável estado, está tomada por cidadãos em estado de precariedade social, uma tristeza.

Eu, brincando na Praça Cruz Vermelha.

Existem planos de ter ali uma estação do Metrô, acreditem se quiserem. A linha, que viria da Gávea, com estação no Humaitá, outra ali onde hoje é o Motel Panda, na sequência a Praça Cruz Vermelha, Carioca (usando a estação mais embaixo que hoje encontra-se pronta mas fechada) e indo até a Praça XV. Mas já teve outro plano também, que a ligaria com o Catumbi, vejam aqui ó https://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/obras-do-metro-colecionam-desde-os-anos-80-estacoes-que-nao-saem-do-papel-21018472

Tenho indo muito ao INCA, que fica bem em frente, e neste dia atravessei a praça e fui lá dar uma olhada de perto.O prédio é muito bonito, mas precisaria de uma obras de restauração, conservação, está meio caído, com remendos grosseiros em sua fachada.

Recepção do Prédio

Bem em frente, na praça, temos também uma estátua em homenagem a Ana Néri, pioneira da enfermagem no Brasil.

Estátua de Ana Néri

É um canto bom de olhar na cidade, muita história, já teve uma importância maior e merecia uma melhor apresentação.

Publicitário, Designer, Historiador, Jornalista e Pioneiro na Computação Gráfica. Começou em publicidade na Artplan Publicidade, no estúdio, com apenas 15 anos. Aos 18 foi para a Propeg, já como Chefe de Estúdio e depois, ainda no estúdio, para a Agência da Casa, atual CGCOM, House da TV Globo. Aos 20 anos passou a Direção de Arte do Merchandising da TV Globo onde ficou por 3 anos. Mudando de atuação mais uma vez, do Merchandising passou a Computação Gráfica, como Animador da Globo Computação Gráfica, depois Globograph. Fundou então a Intervalo Produções, que cresceu até tornar-se uma das maiores produtoras de Computação Gráfica do país. Foi criador, sócio e Diretor de Tecnologia da D+,depois D+W, agência de publicidade que marcou uma época no mercado carioca e também sócio de um dos primeiros provedores de internet da cidade, a Easynet. Durante sua carreira recebeu vários prêmios nacionais, regionais e também foi finalista no prestigiado London Festival. Todos com filmes de animação e efeitos especiais. Como convidado, proferiu palestas em diversas universidades cariocas e também no 21º Festival da ABP, em 1999. Em 2000 fundou a Imagina Produções (www.imagina.com.br), onde é Diretor de Animações, Filmes e Efeitos até hoje. Foi Campeão Carioca de Judô aos 15 anos, Piloto de Motocross e Superbike, mantém até hoje a paixão pelo motociclismo, seja ele off-road, motovelocidade e "até" Harley-Davidson, onde é membro fundador do Museu HD em Milwaukee. É Presidente do ForzaRio Desmo Owners Club (www.forzario.com.br) e criou o site Motozoo® - www.motozoo.com.br -, onde escreve sobre motociclismo. Como historiador, escreve em https://olhandoacidade.imagina.com.br. Maiores informações em: https://bio.site/mariobarreto

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