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Casarão na Princesa Januária

Dando continuidade as minhas observações diárias no meio do dia, e novamente contando com a colaboração luxuosa do Gabriel Eyer, após o almoço saímos passeando e fotografando por aqui. Informações novas, novas imagens, isso freia o tempo!

Demos de cara com várias coisas, mas o Casarão da Rua Princesa Januária vem primeiro! Que construção interessante, uma pena que esteja bem detonada.

Casarão bem detonado.

As pesquisas não foram profundas, estou muito ocupado no trabalho, mas o famoso livro História das ruas do Rio de Janeiro – Brasil Gerson, diz que a esta Januária não seria a Sua Alteza Imperial Januária Maria Joana Carlota Leopoldina Cândida Francisca Xavier de Paula Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança, Condessa d’Áquila e Princesa do Brasil! E sim D. Januária, mãe do Sr. Constantino João de Barros, o Barão de Icaraí. Mas depois, por suposições erradas, homenageou-se a irmã do Imperador Pedro II.

Nesta rua encontramos o casarão da foto. Bem caído, detonado. Procurei informações sobre ele e apenas descobri que nele morou o ilustre Professor e Doutor Arnaldo de Moraes, primeiro presidente do Lions Club do Rio de Janeiro e figura mais importante da Ginecologia nacional. Na sua morte, em 1961, o féretro saiu dali para o cemitério São João Batista. As letras A e M ainda estão no portão… será que a casa ainda é da família?

Mas o mais sensacional eu descobri depois. Existe a hipótese de que a casinha ao seu lado seja o exato ponto da primeira residência de pedra do Rio de Janeiro! As águas da Bahia de Guanabara iam quase até a Rua Senador Vergueiro e por ali passava o Rio Carioca. Todas as casas montadas por portugueses e franceses eram anteriormente feitas de madeira e outros materiais. Esta casa de pedra teria sido a primeira, onde os brancos viviam nas pedras como os peixes acari, por isso a “acari-oca” (casa do acari). Não é incrível que eu tenha passado por lá hoje mesmo?

Nunca vi uma amedoeira tão alta! E a casinha branca na esquina, é o local cogitado como o da primeira casa da cidade!

Cliquem aqui para saber mais em reportagem do Jornal O Globo.

Clique aqui para visitar virtualmente.

Obrigado por terem lido até aqui.

Por Mário Barreto

Historiador, Diretor de Filmes, 3D/VFX. Guru em Computação, viciado em Motociclismo.

8 respostas em “Casarão na Princesa Januária”

Eu tava até gostando da confusão histórica entre as Januária, mas saber a origem da palavra “acari-oca” foi muito melhor :))

Puxa, não conheço essa casa. E não lembro dessa Januária nos meus livros. Sobre a casa de pedra, sem dúvida uma sensacional descoberta.

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