Colégio Batista da Tijuca
Hoje, contrariando as previsões dos climatologistas, o tempo firmou no Rio de Janeiro. Tenho andado muito cansado, minhas gatas muito preguiçosas, de maneira que tenho gastado muito do meu tempo livre apenas dormindo. O clima mais frio ajuda muito com isso. Leio um pouco na cama e pá! Viro e durmo. Acordei disposto a produzir algum conteúdo para o Olhando a Cidade, peguei a moto e saí devagar olhando as coisas por aqui. Fui parar lá no finzinho da Rua Uruguai, um lugar que, por incrível que pareça, eu ainda não tinha explorado.
Entrei, subi, pela Rua Itacuruçá, que logo depois descobri que se comunica com a Rua Uruguai. A rua vai subindo pelas encostas da floresta, aos pés do Sumaré, uma localidade linda. Sem favelas à vista, deve ter sido no passado um lugar mais nobre, pois suas belas casas estão quase todas muito decadentes, algumas em péssimo estado. Na descida, pela Rua Uruguai, vi, pela primeira vez na vida, o Country Club da Tijuca, que certamente não está em seus melhores dias, parece sem cuidado. Fico triste e melancólico ao ver as coisas deste jeito, pois amo florestas, amo casas, amo lugares altos e me dá muita pena ver a decadência de tudo. Podia ser tudo tão mais bonito e cuidado.

Na volta para casa resolvi parar para fotografar os lindos e tombados prédios do Colégio Batista Shepard. Este colégio foi fundado há 118 anos, aqui na minha Rua São Francisco Xavier. Mas logo depois, em 1911, os batistas adquiriram a antiga chácara dos sucessores do Barão de Itacuruçá, na Rua José Higino, 416, onde o colégio está até hoje. É tudo muito bonito e impressionante, e mantém um ar de passado bacana em toda a região, que é considerada uma das áreas mais nobres dentro da Tijuca.

Fotografei em dois pontos diferentes. Primeiro parei na Praça Barão de Corumbá, também tombada, e curti olhar a Igreja Batista Itacuruçá e o prédio ao lado. Depois segui e fiz as fotos do Colégio em si, também muito lindo.


O Colégio segue em funcionamento, apesar das fofocas que que estaria cheio de dívidas e vendendo suas instalações, o que eles desmentem. Originalmente foi nomeado Colégio Batista Americano Brasileiro, mas posteriormente, para homenagear seu principal fundador, mudou o nome para Colégio Batista Shepard, em reconhecimento ao trabalho de John Watson Shepard.

Quem é tijucano certamente já passou por ali e conhece os prédios, mas você, que não é, conhecia estas belezuras?








